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Ramón Díaz diz que Vasco 'não vai cair' e faz promessa para últimas rodadas do Brasileirão: 'Vamos dar a vida'

Mesmo após a derrota do Vasco por 4 a 2 para o Corinthians, de virada, em São Januário, nesta terça-feira (28), o técnico Ramón Díaz manteve o otimismo na luta contra o rebaixamento à Série B.

Em coletiva após o revés, o técnico argentino disse que se sente orgulhoso da equipe e prometeu que o Cruzmaltino, que ainda tem mais 6 pontos em disputa nas últimas duas rodadas do Brasileiro, lutará até o final contra a degola.

"Estamos motivados, assim como todos estão. O futebol muda muito rápido. Temos esse espírito desde que começamos. Tudo pode acontecer. O que eu disse aos jogadores é que eu estava orgulhoso do que estavam fazendo e que temos que ter dignidade e lutar até o final. Estou convencido de que o Vasco não vai cair. Se você não tiver esse otimismo, transmitir o positivo, acabou. Ainda faltam 6 pontos em disputa e as outras equipes têm que jogar. Temos que esperar, a equipe vai se recuperar. Sentimos a ausência de alguns jogadores importantes, mas o futebol é assim. Temos que esperar e seguir competindo até o final", começou por dizer.

Ramón ainda fez um pedido especial à torcida do Vasco, que nos minutos finais atirou uma lata de cerveja no gramado, afirmando que isso não pode se repetir, uma vez que o Cruzmaltino corre o risco de perder mando de campo e ainda tem um duelo final em São Januário, contra o Red Bull Bragantino.

"Que a torcida não cometa esses erros de seguir atirando coisas (ao campo), de propor isso. No futebol isso não serve, se levamos uma suspensão, temos um último jogo, que temos que jogar em casa. Vamos dar a vida para nos salvar. Estamos tentando isso desde o início e vamos lutar até o final."

O comandante cruzmaltino ainda analisou o duelo contra os corintianos e apontou o que faltou para que a sua equipe saísse com um resultado positivo.

"Acredito que começamos bem e tivemos a possibilidade de estar em vantagem. Todos nós queríamos um resultado positivo, que nos permitisse sair um pouco desta situação, mas eu me sinto orgulho da equipe por dois motivos: o principal é que, desde que chegamos, sabíamos que era muito difícil o que estamos tentando, e realmente o jogadores estão fazendo um esforço enorme, enorme por lutar por algo que era quase impossível. Hoje, não é que falhamos, entendo também a situação, que às vezes se faz difícil porque você vai ganhando, você ganha duas seguidas, e por alguma desatenção, que não queríamos, e levamos dois gols incríveis, os dois de bola parada. Temos que tratar de corrigir isso. A equipe não está rebaixada, temos que esperar os outros resultados e temos seis pontos para disputar. Todos vão dizer 'é difícil contra o Grêmio...', mas no futebol temos que jogar. O primeiro (Grêmio) nós ganhamos, e o outro (Red Bull Bragantino) tivemos um grande resultado. Entendo a torcida, a raiva, mas a equipe vai seguir lutando até o final. É ao que o clube se propôs e todos nós, chegar até o final. Enquanto houver esperança de que podemos nos salvar, porque vai depender de nós, e vamos entender. Mas sinto orgulho da equipe porque contra um adversário que tem dois pontos a mais, e manejou o tempo, as jogadas, um pouco de desespero nosso, mas eu estava contente com a equipe porque tinha feito dois gols. O futebol tem dessas coisas, mas ainda não está nada definido, ainda faltam 6 pontos, os outros times têm que jogar e vamos esperar os resultados de amanhã", disse.

"Nos faltou um pouco mais de tranquilidade, a equipe estava muito ansiosa. Querendo mostrar ao público e a todos que tínhamos esse ímpeto, que já temos há muito tempo e que nos levou a estar nesta situação. Nos faltou um pouco mais de tranquilidade, nos apressamos neste segundo tempo, de querer empatar, buscar o gol, e isso permite ao adversário que possa te complicar. Foi isso que aconteceu".

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